vou falar sobre isso que é para desabafar.
essa miséria que me acompanha há anos.
meu rosto era super limpo até quando eu tinha uns 15 anos (ano passado - rs).
de lá pra cá, essas danadas já me fizeram passar por muita coisa.
já deixei de sair por causa delas.
já passei muita coisa na cara
e já saí com elas também.
certa vez, percebi que todos estavam me olhando na rua. quando fui me olhar no espelho, meu rosto parecia que tinha sido atacado por abelhas.
limpeza
hidratante
argila
máscaras
milhões de sabonetes
centenas de bisnagas de acnase e clindoxyl.
nada. simplesmente nada resolve essa única herança que o cara que transou com minha mãe e resultou em mim, deixou. não quero ficar com cara desse cara.
esse tal de DNA é foda, viu!?
e olhe que eu nem sou muito vaidoso, viu!?
se fosse, já teria tomado rocutan mesmo sem prescrição médica
como muita besteira sim.
mas também me alimento direito
será que vou ter que tomar lacto purga todo dia?
ou virar vegetariano...?
ou vou ter que passar... (vou nem falar o que já me disseram que é bom passar, viu!?)
sem falar que a barba torna ainda pior a situação. as deixa mais visívieis e vermelhas. tem dias que meu rosto fica parecendo um ralador. argh!
poderia ter trucidado a dermatologista que certa vez me disse: isso é normal da idade...
normal o caralho! eu já tenho vinte e poucos anos... e aí?
é isso!
o que você me diz?
me recomenda alguma coisa?
>>
domingo, 8 de março de 2009
sábado, 28 de fevereiro de 2009
o velho vendedor de relógios
como sempre, eu estava atrasado e ele estava lá
parado
calmo
ajeitava uns relógios que estava na mesa em sua frente
uma mesa de madeira equilibrada com um pedaço de tijolo
tinha também um sombreiro escrito "marlboro", que um dia já deve ter sido branco
e um plástico que também já não era transparente cobria seus relógios
malmente dava pra os enxergar - os seus próprios produtos
e balbuciava palavras que ninguém entendia
sozinho
engraçado! passava e ainda passo por lá quase todo dia e nunca o tinha visto ali
o tempo é mesmo cruel
e ele devia saber isso mais do que ninguém
dava pra ver a melancolia em sua face
durante os poucos instantes em que fiquei o observando
passei pelos seus gestos todos seus dias e anos de vida
devia passar os dias assim
deveria passar também seus últimos dias assim?
velho
numa mesa velha
se protegendo de um sol velho embaixo de um sombreiro velho
vendendo numa mesa velha
relógios velhos
>>
parado
calmo
ajeitava uns relógios que estava na mesa em sua frente
uma mesa de madeira equilibrada com um pedaço de tijolo
tinha também um sombreiro escrito "marlboro", que um dia já deve ter sido branco
e um plástico que também já não era transparente cobria seus relógios
malmente dava pra os enxergar - os seus próprios produtos
e balbuciava palavras que ninguém entendia
sozinho
engraçado! passava e ainda passo por lá quase todo dia e nunca o tinha visto ali
o tempo é mesmo cruel
e ele devia saber isso mais do que ninguém
dava pra ver a melancolia em sua face
durante os poucos instantes em que fiquei o observando
passei pelos seus gestos todos seus dias e anos de vida
devia passar os dias assim
deveria passar também seus últimos dias assim?
velho
numa mesa velha
se protegendo de um sol velho embaixo de um sombreiro velho
vendendo numa mesa velha
relógios velhos
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
bruno
chegou todo sem graça
ao mesmo tempo em que se entregava
e, ainda assim, escondia um segredo em seu olhar
a timidez parecia esconder sua personalidade efusiva
se aproximou ainda mais e sua imagem foi refletida
mordi a língua e tentei não encarar
apenas percebi uns traços delicados em seu rosto de "boy"
era tão barato...
porque fazia aquilo?
e uma palavra o classificava - uma palavra proibida
mas que não me incomodava
nem tampouco me ofendia
segundos intermináveis
e minha inexperiência revelava a sua
você sentia que todos estavam te olhando, mas nem era
você sabia o que estava fazendo
e estávamos ali
meio sem graça
meio contraditório
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ao mesmo tempo em que se entregava
e, ainda assim, escondia um segredo em seu olhar
a timidez parecia esconder sua personalidade efusiva
se aproximou ainda mais e sua imagem foi refletida
mordi a língua e tentei não encarar
apenas percebi uns traços delicados em seu rosto de "boy"
era tão barato...
porque fazia aquilo?
e uma palavra o classificava - uma palavra proibida
mas que não me incomodava
nem tampouco me ofendia
segundos intermináveis
e minha inexperiência revelava a sua
você sentia que todos estavam te olhando, mas nem era
você sabia o que estava fazendo
e estávamos ali
meio sem graça
meio contraditório
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
e eu ainda
come
um monte de gente
come um monte de gente
vertical
dois dedos
só dois dedos na vertical
sim
não
acho melhor não
ligou
disparou
disparou só porque atendeu
ele não vem
eu não vou
ela vai
ela vem
ele nega
não tem problema
engana
nos engana
se engana
se enganar é ainda pior
e eu ainda penso
e eu ainda gosto
e eu ainda gosto de gostar
e eu ainda gosto de gostar de você e eu
juntos
ainda.
>>
um monte de gente
come um monte de gente
vertical
dois dedos
só dois dedos na vertical
sim
não
acho melhor não
ligou
disparou
disparou só porque atendeu
ele não vem
eu não vou
ela vai
ela vem
ele nega
não tem problema
engana
nos engana
se engana
se enganar é ainda pior
e eu ainda penso
e eu ainda gosto
e eu ainda gosto de gostar
e eu ainda gosto de gostar de você e eu
juntos
ainda.
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
insônia
pego meu caderno, uma caneta e o celular para iluminar um pouco.
escrevo isso às 4:15 da madrugada.
daqui a pouco amanhece e não consigo dormir.
pensamentos me consomem e me deixam ainda mais exausto.
tentei levantar, mas não ia conseguir dar um passo sequer... levantei! aconteceu o que eu previa... me equilibrar foi impossível.
mal consigo abrir os olhos agora.
e minhas pernas não param quietas
não existe posição confortável.
o som do silêncio é ensurdecedor.
traiçoeiro.
me faz perder a noção do tempo
e o som do roçar da roupa de cama com o colchão é apavorante.
ponho a cabeça em cima do caderno e respiro fundo.
como um último suspiro.
essa sensação me dói, mas talvez dê certo.
queria sumir nesse momento ao invés de ter que contar de um até cinco mil.
queria arrancar a minha roupa e me esticar pelado na cama, mas... calma! eu só preciso me concentrar.
mas como? se esse ventilador e nada é a mesma coisa... que calor, meu Deus!
calma, calma!
não posso pensar em nada.
não posso pensar que daqui a algumas horas estarei em pé e cheio de coisa pra fazer pra pagar as minhas dívidas...
droga! eu estou pensando demais... páre garoto!
parei.
vou soltar esse caderno, caneta e celular como se tivesse fazendo tai chi chuan
cadê minha coberta?
olho pela última vez as horas no celular e prefiro nem acreditar.
vou soltar.
vou tentar.
eu preciso dormir...
>>
escrevo isso às 4:15 da madrugada.
daqui a pouco amanhece e não consigo dormir.
pensamentos me consomem e me deixam ainda mais exausto.
tentei levantar, mas não ia conseguir dar um passo sequer... levantei! aconteceu o que eu previa... me equilibrar foi impossível.
mal consigo abrir os olhos agora.
e minhas pernas não param quietas
não existe posição confortável.
o som do silêncio é ensurdecedor.
traiçoeiro.
me faz perder a noção do tempo
e o som do roçar da roupa de cama com o colchão é apavorante.
ponho a cabeça em cima do caderno e respiro fundo.
como um último suspiro.
essa sensação me dói, mas talvez dê certo.
queria sumir nesse momento ao invés de ter que contar de um até cinco mil.
queria arrancar a minha roupa e me esticar pelado na cama, mas... calma! eu só preciso me concentrar.
mas como? se esse ventilador e nada é a mesma coisa... que calor, meu Deus!
calma, calma!
não posso pensar em nada.
não posso pensar que daqui a algumas horas estarei em pé e cheio de coisa pra fazer pra pagar as minhas dívidas...
droga! eu estou pensando demais... páre garoto!
parei.
vou soltar esse caderno, caneta e celular como se tivesse fazendo tai chi chuan
cadê minha coberta?
olho pela última vez as horas no celular e prefiro nem acreditar.
vou soltar.
vou tentar.
eu preciso dormir...
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009
metendo o pau IV
só agora me toquei que não meto o pau em nada desde março do ano passado.
já estava subindo pelas paredes... rs
vamos lá!
1 - a tarifa de ônibus de Salvador. eu queria, sinceramente, que aumentasse logo tudo de uma vez... dizem que o ideal era tal valor, mas que depois de negociações, o aumento será de "apenas" tal percentual. ainda lembro que num passado não muito distante, o ideal era R$2 e já estamos em R$2,20, sendo que o "ideal" era R$2,45. e o sistema de transporte público continua uma bosta!
2 - não tem quem me convença da atuação de juliana paes. ela tenta... tenta... eu consigo perceber isso, mas não adianta. parece uma hiena e só consegue ser um pouco menos pior que gustavo leão e o namorado de grazzi.
3 - oi velox. peeeeeeeeeela madrugada. só me trouxe stress. há pouco mais de um mês solicitei a velox em minha casa e até hoje ela só funciona quando quer. toda hora cai a minha conexão e só volta a funcionar quando tiro o telefone do gancho. dizem que é a falta do microfiltro, mas já está com a porra do microfiltro. já vieram dois técnicos e nada resolveram... enfim, falar mal por aqui já é um pouco da minha revolta... raaaaaaaaaaaai ai
>>
já estava subindo pelas paredes... rs
vamos lá!
1 - a tarifa de ônibus de Salvador. eu queria, sinceramente, que aumentasse logo tudo de uma vez... dizem que o ideal era tal valor, mas que depois de negociações, o aumento será de "apenas" tal percentual. ainda lembro que num passado não muito distante, o ideal era R$2 e já estamos em R$2,20, sendo que o "ideal" era R$2,45. e o sistema de transporte público continua uma bosta!
2 - não tem quem me convença da atuação de juliana paes. ela tenta... tenta... eu consigo perceber isso, mas não adianta. parece uma hiena e só consegue ser um pouco menos pior que gustavo leão e o namorado de grazzi.
3 - oi velox. peeeeeeeeeela madrugada. só me trouxe stress. há pouco mais de um mês solicitei a velox em minha casa e até hoje ela só funciona quando quer. toda hora cai a minha conexão e só volta a funcionar quando tiro o telefone do gancho. dizem que é a falta do microfiltro, mas já está com a porra do microfiltro. já vieram dois técnicos e nada resolveram... enfim, falar mal por aqui já é um pouco da minha revolta... raaaaaaaaaaaai ai
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
um único beijo
um encontro
um encanto
uma conversa
um beijo
como pode um único momento estar presente em todos os momentos?
aquele beijo macio permeia até hoje os meus pensamentos
e, às vezes, acho que ele nunca existiu
um risco
um desafio
uma vontade
um beijo
aqueles poucos segundos foram a eternidade
o momento em que eu queria apenas duas coisas: amar e você
um medo
um precipício
uma cumplicidade
um beijo
deu pra ler o seu rosto (mesmo no escuro)
e, olhando para seus olhos, me comuniquei diretamente através deles
um desejo
uma pessoa
um beijo
uma saudade
um beijo
só isso
um beijo
tudo isso
um único beijo
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um encanto
uma conversa
um beijo
como pode um único momento estar presente em todos os momentos?
aquele beijo macio permeia até hoje os meus pensamentos
e, às vezes, acho que ele nunca existiu
um risco
um desafio
uma vontade
um beijo
aqueles poucos segundos foram a eternidade
o momento em que eu queria apenas duas coisas: amar e você
um medo
um precipício
uma cumplicidade
um beijo
deu pra ler o seu rosto (mesmo no escuro)
e, olhando para seus olhos, me comuniquei diretamente através deles
um desejo
uma pessoa
um beijo
uma saudade
um beijo
só isso
um beijo
tudo isso
um único beijo
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