sábado, 4 de abril de 2015

onde eu errei

humildemente eu confesso que errei
sim, cometi alguns erros
e humildemente eu confesso que continuo errando
e só espero que você também confesse
largue o seu orgulho bobo
afinal, todos erram

eu me entreguei demais
me joguei de cabeça
não mantive a frieza necessária
e nem tive a inteligência emocional necessária para conviver com os seus erros

errei em não dizer não
errei em ter batido de frente
me desculpa por eu lutar pelo que acredito
mas nisso eu não vou mudar

errei em ter falado o que precisava quando se precisava
para tentar melhorar
para fazer algo diferente
para chamar a atenção

errei em não cumprir os seus pedidos loucos
em não obedecer os seus desejos absurdos
e em não entrar na sua loucura
é demais para a minha cabeça

agora aguente ficar em seu mundo de ilusão
ao lado de pessoas falsas e compradas
eu vou sair
e talvez este seja mais um dos meus erros
mas é a minha verdade



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domingo, 1 de março de 2015

estou apenas começando

quisera eu estar apenas começando
e ter o sofrimento que você fala ter
quisera eu estar sendo amparado
estar perdendo o que você diz estar
ter o seu tempo
refazendo as suas dúvidas
seus caminhos e intinerários

quisera eu ter percebido a sorte que você está tendo
e seguir sem olhar para trás
ter alguém que me levasse para bem longe
de mãos dadas comigo
que me mudasse
quisera eu estar contigo
revivendo aqueles momentos mágicos
e rindo das nossas piadas idiotas

quisera eu derramar as lágrimas pelo que você diz derramar
e estar sem olhos vermelhos e cansados
quisera eu ter os defeitos que você diz ter
ter a sua perfeição
a qual só você não percebe
que não precisa mudar em nada
que está pronto para mim

quisera eu estar bem
e ter coragem para te falar tudo isso
na tentativa de te convencer mais rápido 
quisera eu nem estar precisando escrever tudo isto
estar enxugando as suas lágrimas
tirar as suas angústias
as suas aflições
quisera eu que você se amasse
que você me amasse de vez
e que o fim estivesse apenas começando
como nós
como este texto 




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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

prefiro os loucos

nada de formas, rótulos e fórmulas
nada de regras, títulos e esperas
gosto da profusão arrumada
dos espíritos festivos e sem confusão

prefiro os que optaram pela vida
com ativez tímida
versatilidade insensata
e passividade moderada

gosto dos loucos
trouxas que falam bobagem
e dos inteligentes com causa
que esquecem de fazer a barba
ou simplesmente não a quer fazer
porque assim ficam com cara de mais loucos

nada de certos, errados e verdades
nada de conselhos, passos e planos
gosto da espontaneidade
das almas inquietas planejadas

prefiro o contraditório
com as certezas absolutas não tão absolutas
balanços quietos
e inquietude inteligente

gosto dos loucos  
que me deixam louco
inesperando o esperado interessante
a surpresa pontual
e a incerteza dos loucos
de que irão acabar normais




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domingo, 18 de janeiro de 2015

quites

eu posso até não saber o que quero
mas eu sei muito bem o que eu não quero
você, por exemplo, eu não quero
você assim
deste jeito e forma
manequim
nem de um Einstein
é tudo um conjunto
e talvez você perceba que eu também não te basto
e isso é ótimo
porque sem um dos dois não existe nós
estamos quites



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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

o de outubro

chegou quase no fim
e sim
já tava lá
deitado
e sim
a posto e disposto
sem sono
sem vergonha
e sim
juntos e justos
jatos

vem e vão
já é novembro
e sim





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terça-feira, 2 de setembro de 2014

evite-me

nada de querer me ver 
nada de espelhos
fotos e fatos
escondam todos os sentidos
evite-me
visto minhas piores roupas
nego convites para sair
fico triste para a minha plateia

nada de respostas

nada de pessoas
rostos e corpos
prefiro o offline
evite-me
pois podem descobrir
critico como uma forma de defesa
no meu deserto digno de pena para a minha plateia

não danço

não beijo
não canto
não transo
não vivo
mas sinto
tenho cuidado comigo mesmo
e tudo que me faz lembrar você
evito
me
te




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sábado, 2 de agosto de 2014

o tempo deste amor

quanto tempo para amar!
quanto tempo?
para o poeta, um verso
para o músico, uma nota
para o louco, um segundo
poucas visitas
quantas vistas?
30 dias

tanta saudade
relatividade

os loucos é que são felizes
não existe noção do tempo
e espertos não perdem um segundo
aproveitam o tempo e a coragem
de sentir ainda o abraço apertado
de não sentir receio de ser livre
de não ter medo do tempo
e apenas sentir
porque o amor é louco
e uma vida inteira
não é a eternidade

quem dera o meu amor fosse louco como o amor e o tempo
quem dera eu tivesse tempo para um amor louco como o amor e nós




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